Consumir com consciência

As cartas mais novas de TCG já estão aqui e você pode aqui discutir seus decks e convocar confrontos.

Consumir com consciência

Mensagempor lucas5veras5 » 6 Março, 2011 17:53

Consumir com consciência

O Motivo que há dez anos fez o Pokémon Card Game fazer sucesso no Brasil foi o modismo. Todo mundo falava de Pokémon e isso era cultura POP. Dois anos depois o jogo de cartas já não era nada, o Brasil estava à beira de um colapso econômico e quase nenhum pai de classe média ia dar aos filhos um jogo onde cada carta custa no mínimo R$0,50 e o investimento inicial – deck – custa em média 55R$. Aqui no norte-nordeste tem absurdo de cobrarem R$80,00 por deck ( baralho inicial), mas eu compro pela internet por uns R$65,00 (incluindo o frete).
Escrevi este texto apenas para que nós não repitamos os mesmos erros: modismo, e preferência por participação de torneios oficiais (da Nintendo).
Os Motivos?
O modismo é algo que vem e passa e não deixa raiz: olha como no Japão eles ainda jogaram Pokémon muito bem mesmo com uma crise econômica forte (Crise imobiliária de 2008 – EUA).
Aqui no Brasil, se você quer encontrar um grupo pra jogar Pokémon cartas, te chamam de infantil e aí a maioria dos jogadores deixa as cartas de lado. Tirando as oito cidades com maior número de jogadores ( São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Porto Alegre) dificilmente tem mais de 2 pontos de encontro de jogadores na cidade, e quando têm só pode jogar de for cartas atuais - aí entra o capitalismo da Nintendo! – se você não comprar as cartas atuais, você não joga! Que é isso? Desde quando para se jogar precisa gastar todo ano? Além do mais que um deck “bom” é um deck inicial de 55R$ + uns 3 boosters (pacotinho com cartas adicionais para reforçar alguma estratégia) da mesma coleção mais o “troca-troca” de cards com os amigos do grupo. E isso é um gasto mínimo de 90R$ ao ano, e com isso nunca o Pokémon será um jogo de raiz no Brasil. Outro problema é os jogadores fanáticos, que estão lá para ganhar e não pra passar o tempo, dá uma raiva – deveria ter uma categoria só para eles.
Tenho umas 500 cartas em casa, entre elas a coleção Platinum 33% completa, mas a única liga da minha cidade (São Luís) para jogar você paga 20R$ por mês. Vou lá dia 19.
Um deck brasileiro custa bem menos, mas a nintendo não aceita mais estes deck nos campeonatos oficiais, por que será? Para que compremos as cartas americanas que são fabricadas pela própria nintendo e não por uma empresa brasileira (Devir antes, e COPAG hoje). É isso que nos força consumir mais e os produtos deles. Se as cartas brasileiras fossem aceitas tinha mais gente, já que o custo seria menor, mas infelizmente há pouca gente com conhecimento crítico no mundo. E isso não acontece só no Brasil não, os fabricantes europeus e outros latinos também estão com cartas proibidas dos torneios. Só podem cartas americanas ou japonesas – da Nintendo também.
Sei que muitos nem chegaram até este parágrafo, mas os poucos que chegaram até aqui tem uma coisa: ética, um ser antiético não lê um texto de conhecimento crítico.
Foi-se os velhos tempos onde grupos de roda se uniam numa praça ou escola e jogavam cartas sem preocupação. Obrigado por ler até o fim. Bom divertimento!
Pokémon marcou a cultura pop do Brasil nos anos 2000, não faça as novas crianças esquecerem desta marca da nossa geração...
lucas5veras5
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Re: Consumir com consciência

Mensagempor Children_Thor » 6 Março, 2011 19:39

Isso me deixa com raiva.

De uns tempos pra cá, me reuni com alguns colegas, a gente nem dinheiro suficiente tem pra comprar um deck daqueles caros que você citou. Começamos a comprar aquelas cartas que vinham cerca de 4 por pacote, e cada pacote custando cerca de R$0,25. Mesmo não sendo o oficial, é um negócio bem feito, e tem as cartas de Diamond/Pearl também, e tudo em PT-BR.

Tem uma galera na minha cidade concentrada em poce? Tem, e essa mesma galera que se reune pra jogar TCG fim de semana. Ninguém aqui liga pra torneio oficial, é na base das cartas baratas mesmo. Como tem aquele negócio do Yu Gi Oh: você sabe que as originais são melhores, dão mais moral, mas é muito caro comprar um deck original, e acaba comprando cartas mais baratas por causa da diversão.

O tempo onde os grupos se reuniam e jogavam cartas na escola ainda não se foi, camarada. É só pokémon começar a ter folego de novo no Brasil, e sair dos tais 'nichos'. A coisa é simples: basta você mostrar lá pro cara que se acha 'maduro', que o que ele chama de 'jogo de bebê que chupa o dedo', é mais complexo que aquele GTA, e dá muito mais emoção do que jogar uma porrada de jogos que existem por aí, tais como Mini Fazenda, e essas coisas de redes sociais da vida :P
Foi com uma argumentação quase parecida, e mais convincente, mostrando o lado legal do jogo e do TCG que reuni uma galera que passou a gostar, e hoje a gente joga TCG e Pokémon também. Tanto no emulador online pra Poce Ruby, ou ao vivo jogando TCG ^^

É só ter força de vontade e atitude pra mudar a situação.
O maior herói que eu já vi num mangá foi Hanamichi Sakuragi: briguento, pavio curto e blá blá blá.
Depois de se esforçar pra caramba, ele virou um dos melhores jogadores no mangá Slam Dunk
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Re: Consumir com consciência

Mensagempor Poisony » 9 Abril, 2011 21:11

Puxa, como não vi esse tópico antes? Concordo com o Lucas, e como ex-jogador de longa data (e ex-moderador daqui), acho que as lojas deviam incentivar mais a jogatina de qualquer coleção, velha ou nova. Assim não desanima quem investiu um monte e também não afasta a garotada nova (imagina jogar um torneio Gym Heroes/Gym Challenge? Ou da coleção Team Rocket? Hahaha).

Nem estava sabendo disso das cartas brasileiras serem barradas. Sacanagem.
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Re: Consumir com consciência

Mensagempor Holy Knight » 18 Abril, 2011 10:45

Eu também não sabia do fato das cartas nacionais serem barradas, o que é uma sacanagem enorme. Sem falar que é um tiro no pé da própria nintendo, mostrando que pelo menos a divisão TCG não conhece a economia brasileira. Eu até concordo com a não aceitação de cartas não-oficiais/licenciadas, já que isso ferra com o conceito de raridade do TCG. Igual no YuGiOh, aqueles caras que tinham cartas originais e se matavam pra conseguir cartas como "U DRAGAUM BRAMCO DE OLHIOS AZUUUISS" E aí chegava neguinho com deck desses de padaria com trocentas cartas dessa. As cartas da Copag são viáveis, de ótima qualidade, meu primo comprou o deck Lavaflow, e é ótimo, tanto em impressão quanto em material... No mesmo dia eu comprei um Supreme Victors Overflow, e realmente não vi aquela diferença de qualidade entre os dois decks.
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